Não à morte do quarteirão Camões-Caldeiroa

Este blogue foi criado após deliberação na 1ª Assembleia Popular da Caldeirôa para a real protecção do quarteirão Camões-Caldeirôa, em Guimarães.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

António Amaro das Neves: Notas à margem duma "sessão informativa"

O artigo que se segue foi publicado por António Amaro das Neves no blogue Memórias de Araduca, no dia 23 de Maio de 2017.

Fica aqui a partilha autorizada do seu texto e o convite para seguirem o seu blogue.




A “sessão informativa sobre o projecto de execução do parque de estacionamento adjacente às ruas da Caldeiroa, Liberdade e Camões”, ontem promovida pela Câmara Municipal de Guimarães na Sociedade Martins Sarmento, se foi pouco informativa, foi muito esclarecedora, ao permitir consolidar a ideia de que não há argumentos técnicos, económicos, urbanísticos ou sociais que justifiquem o esbanjamento de dinheiros públicos numa obra que tem tudo para vir a ser um elefante branco de dimensão quase faraónica.

Ainda não consegui perceber a intenção que presidiu à opção pelo modelo adoptado na sessão. Era sabido que havia um pedido de um debate público, que a Câmara teria recusado, para depois avançar com aquela “sessão informativa” que, se não foi um debate público, não se percebe bem o que terá sido.

Quem chegava ao magnífico Salão Nobre da Sociedade, era capaz de pensar que a Câmara terá preferido a posição que lhe seria mais confortável, evitando partilhar a mesa com quem defendesse opiniões contraditórias com as suas. Afinal, essa ilação estava errada. Logo no arranque da sessão se percebeu que na mesa havia quem tivesse opinião contrária ao projecto, tendo-a exprimido com toda a clareza da sua voz. E aquela não era uma voz qualquer: era a voz que nos habituámos a reconhecer, ao longo de várias décadas, como a que falava pelo processo de requalificação que levou o Centro Histórico de Guimarães à classificação como Património Mundial. “Nós, os técnicos, damos pareceres; o executivo decide” — foi uma expressão que me ficou a retinir nos ouvidos. Claro como a água: a decisão de avançar com obra tão desmesurada, quanto desnecessária, não é técnica, é política.

Tenho a dificuldade em perceber o argumento de autoridade repetido e sublinhado, um tanto fora de tom, pelo presidente da Câmara (algo como: quem decide sou eu, porque posso, quero e mando). Por outro lado, não me parece líquida a afirmação de que o projecto em discussão estava legitimado em eleições, uma vez que fazia parte do programa eleitoral com que se submeteu a votos.

Vejamos o que dizia o tal programa, a este propósito:

"Construção do parque de estacionamento da rua de Camões potenciador da qualificação urbanística de um interior de um grande quarteirão localizado no centro da cidade, de apoio aos moradores e à actividade diária da cidade, nomeadamente comércio e serviços;"

Este ponto do programa da candidatura socialista às autárquicas de 2013 replica o que vinha sendo dito, desde 2009, pela equipa que projectou a requalificação do Toural e da Alameda, com base no respectivo Plano de Mobilidade Viária e Transportes Públicos, elaborado pelo Eng. António Babo. Efectivamente, aí se previa a possibilidade de criação de um parque de estacionamento entre a Caldeiroa e Camões, para apoio aos moradores e às actividades de comércio e de serviços da cidade, que serviria de mote para a requalificação do interior degradado daquele quarteirão. Mas, o que então se previa, era um parque de superfície, com capacidade para 120 lugares, como em boa hora recordou o Arq. Ivo Oliveira, professor da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho. Algo completamente diferente da solução agora em discussão.

Do que assisti da sessão de ontem, ficam as perguntas por responder. Onde estão os estudos prévios de mobilidade urbana que fundamentam a necessidade e a adequação deste projecto? Onde estão os números que demonstram a taxa de ocupação dos parques já existentes?

E não basta responder, como se respondeu, que “há muitos estudos”. Se os há, porque não se mostram?

Sou solidário com os moradores da rua de Camões que se queixam da degradação e dos ratos que têm o seu habitat no espaço para onde está projectado o parque de estacionamento. Mas não me parece que se justifique gastar tanto dinheiro para exterminar uns quantos ratos ou tratar dos terrenos deixados ao abandono pelos seus proprietários. Para quem ainda não percebeu a dimensão do que ali se vai enterrar, 8 milhões de euros!, recorda-se que é muito mais do que o que se investiu em todo o processo de requalificação do Toural, da Alameda, do Campo da Feira e da rua de Santo António (6 milhões de euros). Uma barbaridade, especialmente incompreensível num concelho com tantas carências.

Esta é, manifestamente, uma obra que não serve os interesses de Guimarães, nem dos vimaranenses. Se prevalecesse o bom senso, este era o momento em que se parava para estudar melhor e verificar se esta é a solução que melhor serve a cidade. Houve tempos em que era assim que se procedia por cá. Mas, depois do que ouvi ontem, já não tenho a certeza de que ainda haja o bom senso que dantes havia.
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 20:13
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Etiquetas: caldeiroa, faraónica, parque de estacionamento Camões-Caldeiroa, sessão informativa

terça-feira, 16 de maio de 2017

AVISO: Discussão pública adiada por tempo indeterminado

Por motivos que nos são alheios, fomos informados no final da noite de ontem, dia 15, pela Sociedade Martins Sarmento que a discussão pública a realizar no dia 22 de Maio, sobre o tema parque de estacionamento Camões-Caldeiroa, foi adiada por tempo indeterminado até nova comunicação.

Guimarães, 16 de Maio de 2017

Assembleia Popular da Caldeiroa
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 01:27
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Etiquetas: adiada, discussão pública, Guimarães, parque de Camões-Caldeiroa

segunda-feira, 15 de maio de 2017

DATA IMPORTANTE: 22/Maio - 21:30 - Discussão Pública

No próximo dia 22 de Maio, segunda-feira, às 21:30, vai decorrer uma discussão pública sobre o processo e projecto do futuro parque de estacionamento Camões-Caldeiroa, no salão nobre da Sociedade Martins Sarmento, na rua Paio Galvão, em Guimarães.

A discussão pública será organizada pela Sociedade Martins Sarmento e contará com a presença de representantes da Câmara Municipal de Guimarães.

A discussão pública foi solicitada à direcção da Sociedade Martins Sarmento, a 17 de Fevereiro de 2017, por um grupo de cidadãos e cidadãs em representação de um descontentamento popular face a uma decisão da Câmara em desenvolver uma intervenção urbanística sem dar quaisquer informações aos seus munícipes, moradores, comerciantes e demais interessados. Este grupo propôs esta discussão pública por parecer injusto que - sem um debate e consenso alargado - se altere irreversivelmente um Património que se mantém vivo após mil anos de desenvolvimento desta cidade.

A discussão pública é de entrada livre e tem como objectivo apresentar informação aos cidadãos e às cidadãs sobre o processo e consequente projecto para o miolo do quarteirão das ruas Camões, Caldeiroa e Liberdade, e, assim, promover a participação cívica dos interessados e das interessadas no levantamento de questões sobre o assunto.


Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 01:15
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Etiquetas: discussão pública, Guimarães, parque de Camões-Caldeiroa, participação cívica, Sociedade Martins Sarmento

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Texto sobre O Sol



O Sol Aceita a Pele Para Ficar é uma galeria adjacente a vários ateliers de artistas numa fábrica desactivada, que a curto prazo será possivelmente demolida e substituída por um parque de estacionamento para mais de 500 carros. O Sol Aceita a Pele Para Ficar nasceu do atelier do Max e da Filipa, da poesia do João Almeida, das e dos artistas que nele colaboram e dos amigos que acreditam na produção independente dos artistas.

O nome da galeria O Sol Aceita a Pele Para Ficar é um excerto de um verso do poema A7, do livro O Mal dos Postes de Alta Tensão (2000), do poeta e artista João Almeida. Neste livro, o João imaginou e organizou os seus poemas como instalações, algumas de realidade vivida. Entre as paisagens de “deserto hostil e frio” onde “o vento é boi frio na nuca” e “os velhos têm esporos brancos no pescoço / tubos de policloreto arqueiam o dorso reluzente sob a terra” surge a imagem “o sol aceita a pele para ficar” – metafísica ou talvez ante-física que o autor diz não saber como lhe surgiu. Esta alteração de sentido transforma uma verdade científica numa verdade poética. Na verdade científica, a luz do Sol aceita qualquer matéria para “ficar” apesar de não precisar de matéria para se deslocar. Tal como metáfora ao próprio espaço de exposição.

O Sol Aceita a Pele Para Ficar abriu ao público em Setembro de 2015. É gerida e suportada por Max Fernandes e Filipa Araújo. Já organizaram em conjunto com várias e vários artistas exposições (vide este sítio da internet: http://www.osolaceitaapeleparaficar.com). O aparecimento desta galeria surge por impulso. O interior da fábrica é aberto, espaçoso e luminoso, com luz filtrada por painéis de fibra de vidro e janelas de vidro martelado. Era convidativo organizar exposições em formato de experiência naquele espaço, ao lado dos locais de produção. Organizar e montar uma instalação/exposição ao lado dos ateliers ajuda na montagem, não só porque existe material acumulado e instrumentos de trabalho ali ao lado, mas também porque o atelier é um espaço onde, por norma, há experimentação e pensamento.

Claro que também é atractivo usar um espaço, que é uma fábrica desactivada, para este tipo de actividade. E a atracção surge do cadastro do edifício e das vielas em redor. Ele já terá sido ocupado por muita gente. Operárias e operários, administradores e patrões que mantinham a máquina de produção em actividade. A fábrica foi ocupada durante décadas e encontra-se numa área da cidade que teve como actividade industrial, primeiro de couros, e depois de têxteis. Não é um espaço virgem. É um espaço que foi vivenciado rotineiramente. E é a partir dessa antiga vivência, pública, de certa forma, que o espaço vive actualmente. No entanto, o Sol Aceita a Pele Para Ficar é um espaço do tempo presente, do agora. É um espaço que trabalha no meio da crise actual. Por paradoxo, ele mesmo, através dos artistas envolvidos, tornou-se parte dessa crise. A pressão de um hipotético fim, ao mesmo tempo que a revitalização da ideia de necessidade de existência demonstram esta crise como amadurecimento ao invés da sua destruição.

Na fábrica, desde Setembro de 2012, já trabalharam muitos artistas. Alguns ficaram apenas meses, e outros tentaram construir o seu mundo com o tempo útil de produção e organização. Actualmente, só trabalham lá dois artistas (também habitam o espaço um gato e uma cadela). Todos os outros saíram, faseadamente, pela pressão desta construção do parque.

A resistência, com a criação de grupos de contestação, alimenta-se da intuição de que a expropriação não significa destruição. Há já algum tempo que são organizadas as Assembleias Populares da Caldeiroa e abertos os ateliers e galeria O Sol Aceita a Pele Para Ficar ao exterior. Essa resistência prende-se também por aspectos legais e pragmáticos inerentes à situação: o aluguer do espaço é precário; não existe contrato, por isso, o executivo camarário, promotor desta obra, não reconheceu o trabalho nem os artistas como parte interessada no processo de expropriação. Foi no limiar da tomada de posse administrativa do edifício, a 11 de Abril de 2017, que os artistas, visto que os recibos da renda paga pelo espaço são prova legal do arrendamento, enviaram um fax ao expropriante no qual constava a sua oposição “à tomada de posse administrativa deste edifício, por parte da Câmara Municipal de Guimarães, porque somos inquilinos e não fomos notificados nem ouvidos no processo de expropriação”.

Neste momento, O Sol Aceita a Pele Para Ficar, perante o silêncio ensurdecedor do expropriante, mantem-se activo, pois, há mais duas exposições programadas e agendadas para os próximos meses.

Canto, Ilhas e Cenas, de Margarita del Carmen
20.11 - 20.12.2015
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 16:15
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Etiquetas: arte, arte na Caldeiroa, caldeiroa, guimaraes, Não ao parque Camões-Caldeiroa, o sol aceita a pele para ficar, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Património dos curtumes a proteger

No lugar do Olival existem tanques que foram usados pela indústria de tratamento de couros. Desde 2012 que há a intenção de candidatar a zona de Couros a património Cultural da Humanidade. No entanto, esse núcleo não deve ser isolado do conjunto que ainda existe, como os tanques do lugar do Olival, Caldeiroa e Madroa. Lamentavelmente, os tanques, que existiam onde estão a construir o Pingo Doce, foram destruídos.
Não queremos o mesmo destino para os do campo do Olival (que ficam no interior do quarteirão Camões-Caldeiroa). A construção do parque de estacionamento vai danificar este património. Com algum descuido, porque utilizarão grandes máquinas e processos agressivos de movimentações de terra, até os podem destruir.
Aqui seguem fotografias dos tanques. Em algumas ainda conseguimos identificar linhas de água ou vestígios dos tingimentos (?) nas paredes dos tanques.

Localização dos tanques no interior do quarteirão Camões-Caldeiroa.

Os tanques estão sob esta laje.




















Bom exemplo de apresentação deste património.

Fotografia do mapa na praça do Cidade (zona de Couros).
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 18:00
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Etiquetas: campo do Olival, couros, património, património da humanidade, tanques

domingo, 30 de abril de 2017

Último dia da exposição de Catarina Real n'O Sol Aceita a Pele Para Ficar

No último dia da exposição encontro dobrado em três: sentido, uma densidade mais leve que o ar / estar público durante um tempo / círculo entrópico, de Catarina Real, n'O Sol Aceita A Pele Para Ficar, situado na travessa da Caldeiroa (lugar do Olival), em Guimarães.
A exposição esteve aberta de 23.03 a 22.04.2017.



Texto da exposição escrito por Filipa Araújo:
"Foi numa tórrida tarde de Julho que a Catarina Real entrou pela primeira vez n’ O Sol Aceita A Pele Para Ficar. O pretexto foi ver uma exposição de um amigo e, talvez tenha sido ali, naquele momento preciso, que as sementes para esta exposição/conversa tenham sido lançadas.
A longa conversa que se seguiu é a pedra basilar deste encontro dobrado em três: sentido, uma densidade mais leve que o ar / estar público durante um tempo / círculo entrópico, na medida em que a artista/escritora pretende abrir este espaço e entabular uma conversa com os seres que a visitam: seres plantas, seres animais e seres humanos. No entanto, o que podemos esperar dessa conversa? Falaremos de arte, de poesia, ou melhor de literatura? Ou discutiremos o nosso quotidiano? Podemos, simplesmente, não falar!
A artista/escritora convoca na sua escrita a presença de Llansol, Lispector e Hatherly, destarte apresenta-se, primeiro e acima de tudo, como leitora ou legente. O que nos leva a questionar este encontro dobrado em três e reflectir sobre a razão que nos leva a escrever, criar e, em última análise, a falar. O que é que temos para dizer? Comunicar? Nas palavras de Virginia Wolf, a comunicação é “uma riqueza; (…) é a verdade (…) a felicidade. E partilhá-la é o nosso dever… Se formos ignorantes para afirmá-lo.”
Então, como respondemos à dúvida holdernina: para que servem os poetas em tempos de indigência? Podemos replicar que a escrita é um mecanismo de sobrevivência, porém os mais fortes talvez se encerrem num palácio de silêncio.
Estamos, pois, convocados para um encontro ao acaso, talvez de todo o trajecto, um roubo de caminho com a Catarina Real, que nos oferece e pede a sua e nossa atenção, que é não mais do que a forma mais pura e rara de generosidade."


Aqui vai a ligação do site, onde podem encontrar registo de mais exposições: http://www.osolaceitaapeleparaficar.com/index.html
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 18:45
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Etiquetas: catarina real, circulo entrópico, lugar do olival, o sol aceita a pele para ficar

domingo, 23 de abril de 2017

Discussão pública, por José Cunha

Em notícia recente, leio, com agrado, que a Câmara de Guimarães vai disponibilizar o projeto da nova centralidade da vila das Taipas para consulta pública. Não é a prática corrente deste executivo, mas é a prova de que havendo vontade, a consulta e a discussão pública de planos e projetos podem ser devidamente anunciadas, e efetivamente acessíveis aos vimaranenses.

Em Maio do ano passado ficamos a saber que Guimarães tem um Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), descrito pela Câmara como “um guião de atuação no território vimaranense para os próximos anos.”. Na altura, escrevi um artigo (PEDU – Uma visão estratégica?) a manifestar a minha indignação pelo facto de nem os cidadãos, nem a oposição (tanto quanto sei) terem sido chamados a colaborar na elaboração de tão importante estratégia.

O PEDU é o requisito e instrumento para aceder aos fundos do Portugal 2020 para a mobilidade sustentável, reabilitação urbana e habitação social, tendo Guimarães já garantido 18,5 M de euros de financiamento para aplicar em projetos dessas temáticas.

O Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RJRU) estabelece que devem ser delimitadas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) e definidas as respetivas Operações de Reabilitação Urbana (ORU). Das 14 ARU`s que já estão delimitadas em Guimarães, apenas a do “Centro da Cidade” tem a ORU aprovada. Uma ORU sistemática (como é o caso desta), não é um qualquer documento, pois a sua aprovação constitui causa de utilidade pública para efeitos da expropriação (prerrogativa já utilizada) ou da venda forçada de imóveis, e pela sua importância o RJRU equipara essa operação, para efeitos de discussão pública, aos planos de pormenor, fixando um mínimo de 22 dias para que os cidadãos a possam consultar e apresentar sugestões.

Pasmem-se (ou não) a ORU do Centro da Cidade esteve em discussão pública!

Aprovada em reunião de Câmara no final de Julho, esteve em discussão pública todo o mês de Agosto. É certo que não teve direito a notícia na página eletrónica do município (ainda agora, depois de aprovada não se encontra lá), não teve direito a publicação no facebook nem a comunicado de imprensa, e não consta que o projeto tenha estado disponível para consulta no Guarda Sol ou no Enseada na Póvoa do Varzim. Teve apenas direito aos serviços mínimos, com edital publicado num jornal local em letra minúscula.

É por demais evidente, que quem coloca, sem qualquer anúncio notório, tão importante documento em discussão pública durante o mês de Agosto, não tem qualquer interesse em que esta seja participada. O objetivo só pode ter sido evitar a discussão. Porque será?

O projeto do parque de estacionamento de Camões, que faz parte dessa ORU, é contestado pela Assembleia Popular da Caldeiroa e por algumas figuras públicas da cidade, como é o caso de António Amaro das Neves, que escreveu no seu blogue “…e isto na ausência do debate público que um projecto com tal natureza e dimensão impõe. Confesso que não estava habituado a que, em Guimarães, as coisas funcionassem assim.”

Lamentando a seletividade no cumprimento das suas promessas, relembro o compromisso assumido pelo Presidente da Câmara Municipal na sua tomada de posse: “promover abertamente a discussão, partilhar as decisões com os cidadãos e implicá-los na sua realização. Governar com todos e para todos”.

Tal como eu, existe quem (creio que alguns com receio de o assumir) se recuse a habituar a que as coisas funcionem assim, pelo que não tenham qualquer dúvida de que a discussão pública do projeto para o parque de estacionamento de Camões será feita, independentemente das conveniências políticas.

Artigo publicado Quinta-feira, dia 20 de Abril, de 2017, na revista Reflexo Digital, pelo ambientlista José Cunha.

(publicámos este artigo com a autorização do autor)
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 23:44
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Etiquetas: agosto, discussão pública, parque de estacionamento Camões-Caldeiroa

quinta-feira, 20 de abril de 2017

6ª Assembleia Popular da Caldeiroa

A 6ª Assembleia Popular da Caldeiroa vai decorrer no próximo Sábado, dia 22 de Abril, às 16:00, na travessa da Caldeiroa (lugar do Olival). A assembleia é aberta a toda a comunidade. A participação é gratuita e a participação voluntária.


Enviamos a seguinte carta a todos moradores das ruas D. João I, Dr. Bento Cardoso, Camões, Liberdade e Caldeiroa:

Caro morador e/ou cara moradora,

Motivados por preocupações de saúde pública e de qualidade de vida, motivados, também, pela protecção do património arqueológico industrial e ecológico, vimos por este meio apresentar o que consideramos ser um crime contra as pessoas, que trocadas por um parque de estacionamento, terão de suportar o aumento do trânsito nas ruas D. João I, Dr. Bento Cardoso (Dominicas), Liberdade, Camões e Caldeiroa e o que de prejudicial daí advém.

Neste momento, o executivo camarário, sem ter em conta os moradores, planeia construir um parque de estacionamento para mais de 500 automóveis, que ocupará mais de metade da área do interior do quarteirão delimitado pelas ruas Camões, Caldeiroa e Liberdade. Como os carros não chegam ao interior deste quarteirão pelo ar ou por túneis subterrâneos, estes terão de atravessar várias ruas até chegarem ao parque de estacionamento.

Sem saber pormenores sobre o projecto do parque de estacionamento, vários proprietários fizeram enormes esforços financeiros na requalificação para valorização do seu património com perspectivas de tirar rendimentos no futuro (quer pela venda, quer pelo arrendamento).

O aumento de trânsito automóvel nas várias ruas de acesso ao parque vai, certamente, pôr em causa a saúde pública, quer pelos gases libertados, quer pelos maus cheiros e quer pela trepidação sentida. Também se sabe que o restauro e recuperação dos edifícios no Centro Histórico obedecem a normas que são inconciliáveis (isolamentos e caixilharias) com vias de circulação automóvel permanente.

Segundo informações da Câmara Municipal, uma das entradas do parque de estacionamento é pela Travessa de Camões, logo, os automóveis para lá chegarem terão de percorrer as ruas da Liberdade e de Camões, num dos casos, ou percorrer as ruas D. João I, Dr. Bento Cardoso (Dominicas) e de Camões.

As casas que terão o parque de estacionamento nas traseiras ficarão com uma “fábrica” de produção de monóxido de carbono. A exposição visual a partir dos miradouros na cobertura do edifício trará perda de privacidade e potenciará a insegurança nos pátios e traseiras dos edifícios. O parque funcionará 24h/dia e, com isso, o barulho e a iluminação serão permanentes. O parque será constituído por vários pisos subterrâneos e outros à superfície, e para a sua construção será necessário o movimento de terras massivo, rebentamentos de granito e consequente circulação de camiões de grande porte, aumentando a degradação dos edifícios circundantes.

Quem quer morar ou comprar casa nestas ruas, nestas condições?

No entanto, actualmente, o interior do quarteirão Camões-Caldeiroa-Liberdade é constituído pela riqueza ecológica com as várias linhas de água subterrâneas, com as hortas e quintais, alguns deles, com árvores de grande porte, como uma palmeira com cerca de 200 anos; e pela riqueza do património arqueológico da indústria de curtimento de peles, que em prolongamento da zona de Couros, tem grande valor cultural para o Centro Histórico. Assim, contamos com a vossa presença para apresentarem a vossa opinião sobre o quarteirão e qual a vossa proposta para o melhoramento do mesmo.

As vantagens da não construção do parque de estacionamento são muitas e vão ser discutidas no próximo Sábado, dia 22 de Abril, às 16:00, na 6ª Assembleia Popular da Caldeiroa, a decorrer na travessa da Caldeiroa (lugar do Olival).

Contamos com a sua presença.

Cordialmente,


Assembleia Popular da Caldeiroa
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 00:59
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Etiquetas: 6ª assembleia popular de caldeiroa

Para uma nova visão da cidade

A visão que temos sobre a sustentabilidade está directamente relacionada com a forma como interagimos com o planeta Terra, o organismo vivo onde todos nascemos e habitamos.

Quando há respeito pelo planeta e agimos de acordo, o ecossistema mantém-se equilibrado, e nunca se colocam questões como a falta de recursos naturais para a nossa futura sobrevivência.

Tradicionalmente o respeito era exercido de forma natural, pois as pessoas consideravam-se parte integrante da natureza; o debate sobre a sustentabilidade é recente e surge quando o indivíduo se emancipou, sobrepondo-se em relação ao todo.

Na área do urbanismo, muitos estudos têm sido feitos com o intuito de diminuir o impacto das construções no meio ambiente e no ecossistema. O estudo dos terrenos e das suas características telúricas, geomagnéticas, meteorológicas e geológicas antes de iniciar qualquer construção é importante para a sua localização e implantação. Sem um prévio estudo das características essenciais do terreno, a abertura de cavidades no subsolo, para a construção de auto-estradas, túneis ou parques de estacionamento, poderá implicar a desvitalização dos locais, ao cortar as suas linhas energéticas vitais, que podem ser comparadas às artérias do nosso corpo.

Em Portugal nos anos 40 e 50, o poder político consultou o Padre Jesuíta Abel Guerra - que viveu em Guimarães, enquanto reitor da Companhia de Jesus instalada, entre 1937 e 1951 no Mosteiro de Santa Marinha da Costa – para a construção de barragens. Em toda a sua vida, o padre Abel Guerra, foi ainda responsável pela marcação de termas e de cerca de 260 000 poços, a maioria no norte de Portugal.

O Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Engenharia do Porto assim como as principais faculdades de Arquitectura da Europa, começam a dar particular importância ao estudo geológico dos terrenos e o seu impacto no ambiente envolvente, do qual fazemos parte. Por este motivo é cada vez mais importante, a par dos estudos citados, um planeamento do território a médio e longo prazo, tendo em conta a alteração de paradigmas, nomeadamente no sector dos transportes, que é já uma realidade.

Carlos Fonseca
(texto publicado com a autorização do autor)
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Etiquetas: cidade, organismo vivo, planeta Terra, visão

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Comissão Europeia responde à carta aberta



Em resposta à nossa carta aberta, a Comissão Europeia enviou o seguinte texto:

Encarrega-me o Sr. Comissário Karmenu Vella de responder à sua mensagem de 7 de Março de 2017 agradecendo o interesse manifestado pelo European Green Capital Award.

Na comunicação acima mencionada refere Guimarães como
European Green Capital 2020. Em primeiro lugar, permita-me clarificar que as deliberações para anunciar o vencedor do título European Green Capital 2019 ainda estão a decorrer e que o convite para apresentação de candidaturas ao título European Green Capital 2020 será apenas lançado no dia 3 de Maio de 2017. A cidade de Guimarães não é uma das 14 cidades candidatas à designação European Green Capital 2019 e na presente data não temos conhecimento de nenhuma intenção de candidatura à designação para 2020, por parte da referida cidade.

O objetivo da designação
European Green Capital (EGC) é premiar uma cidade pelos (1) seus sucessos ao nível de estratégias ambientais, (2) esforços e projetos em curso no mesmo âmbito e (3) a possibilidade de assumir o papel de cidade-modelo para outras cidades que se deparem com problemas semelhantes.

As candidaturas recebidas são avaliadas por um painel independente de especialistas, de acordo com doze critérios indicadores - estando entre estes as zonas verdes urbanas. O relatório final elaborado por este painel é submetido para o júri que cria uma lista restrita de cidades que, posteriormente, serão convidadas a apresentar a sua candidatura antes da decisão final do vencedor da designação
European Green Capital Award.

Infelizmente, nenhuma cidade Europeia pode ser perfeita em todas as áreas. O objetivo deste painel independente de especialistas é selecionar os finalistas cuja performance - de acordo com os doze criterios supra mencionados - melhor se enquadra com a evolução da preocupação ambiental ao abrigo destes critérios.

Pode consultar mais informação sobre o
European Green Capital Award neste endereço: http://ec.europa.eu/environment/europeangreencapital/

Mais informo que tomámos conhecimento da sua preocupação com a construção de um parque de estacionamento com capacidade para 500 veículos na cidade de Guimarães. No entanto, a Comissão Europeia não tem jurisdição sobre o planeamento regional das cidades, pelo que podemos apenas sugerir que prossiga com a sua reclamação junto das autoridades locais responsáveis pelo planeamento.

Caso tenha questões adicionais, por favor contacte Nicole Wanders (nicole.wanderswengler@ec.europa.eu) que é a pessoa responsável pelo projeto European Green Capital.

Com os melhores cumprimentos,

Claudia Fusco


(descarregar carta aberta da Assembleia Popular da Caldeiroa aqui)
(descarregar resposta da Comissão Europeia aqui)

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 18:55
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Etiquetas: carta aberta, comissão europeia, não ao parque de estacionamento camões-caldeiroa

sábado, 1 de abril de 2017

"Dendrolatria e arboricídio"

O artigo que se segue foi publicado por António  Amaro das Neves no blogue Memórias da Araduca, no dia 31 de Março de 2017.
Fica aqui a partilha autorizada do seu texto e o convite para seguirem o seu blogue dedicado às memórias que pertencem à esfera pública de Guimarães.


Quem me ensinou a palavra dendrólatra (o que tem adoração pelas árvores) foi um dos mais notáveis escritores contemporâneos de língua portuguesa, Rubem Fonseca. Numa das crónicas que compilou no volume “O Romance Morreu”, afirma-se “dendrólatra incorrigível” (o texto tem o título “Desventuras de um dendrólatra”, e pode ser lido seguindo a ligação). Já a palavra arboricida (o que mata árvores), aprendia-a ao folhear velhos jornais vimaranenses, onde eram recorrentes as notícias de arboricídios, perpetrados, umas vezes, por mão incógnita, outras pela Câmara. Nos últimos tempos, tem sido dada notícia de mais um arborícidio que se planeia em Guimarães, fazendo desaparecer uma das últimas manchas verdes situadas no interior de quarteirões edificados, que eram uma das imagens de marca de Guimarães, como se depreende, por exemplo, da planta mais antiga da cidade que conhecemos, que é do século XVI. Fica no miolo entre as ruas de Camões, da Caldeiroa e da Liberdade e a viela que liga as duas últimas, onde o betão se prepara para avançar sobre o arvoredo, para construir um parque de estacionamento king size, cuja necessidade custa a entender numa cidade onde, como já vimos, a oferta de aparcamento automóvel satisfaz a procura e ainda sobra.

(E, entretanto, lá vamos todos, unidos e de mãos dadas, cantando hinos, rumo à Cidade Verde Europeia.)


No passado, os vimaranenses não costumavam ficar calados perante a ameaça ou a consumação de arboricídios, como o demonstra o texto que aqui partilho, que João de Meira escreveu e publicou no jornal Independente em 1905.

Destruição de Arvoredo
Milhares e milhares de anos seguidos acreditou a humanidade que em cada árvore existia uma alma.

Alma vaga, indefinida, nebulosa, alma de vegetal flutuando incerta entre a realidade e o sonho na esbatida penumbra das sensações nascentes, mas alma que — como o colosso de Memnon —sorria e cantava aos primeiros raios do sol, alma que gemia e se lamentava aos golpes do machado e às rajadas do vento; alma forte que chorava em gotas viscosas de resina no pinheiro, alma terna que vertia as lágrimas correntes do látex na figueira bendita!

A alma ardente de Adónis gritava numa araucária de Biblos, a alma doce de Átis sussurrava numa amendoeira em flor.

Xerxes, o grande persa, ornava de colares e pedrarias resplandecentes um plátano favorito; nas florestas da Gália os druidas prosternavam-se ante o carvalho sagrado; e ainda hoje, no deserto, junto de mar Cáspio, onde uma única árvore solitária se encontra no transcurso de muitas léguas, o Tártaro que à sua sombra se acolhe não segue sem lhe deixar suspenso dos ramos o tributo da sua gratidão, um pouco dos seus alimentos, um farrapo de vestido e até, quando outros dons escasseiam, uma mecha de cabelos.

O Egípcio, conta a lenda, voltando a casa vergado sob o peso do trabalho e da tirania do Faraó, tinha na árvore doméstica, no sicómoro ou na acácia, a silenciosa confidente das suas mágoas e terrores.

Mas na Europa, depois da Idade Média, a ideia singularmente falsa e soberanamente orgulhosa de que só o homem sente e pensa foi-se lentamente infiltrando nas consciências, que uma errada compreensão do mundo pervertera.

Para todo o sempre se perdeu o belo panteísmo de Francisco de Assis, que via em cada ser — animal, árvore ou mesmo rocha bruta — um irmão, um filho da mesma divindade que lhe dera vida.

O homem começou erguendo contra a árvore uma ímpia mão destruidora. E nunca mais abraçado com ela, como o índio, lhe pediu perdão do corte necessário e imprescindível, antes entrou a derrubá-la sem precisão nem motivo, para dar que fazer a lenhadores ociosos.

Aquele belo e antigo arvoredo que povoava o principal largo da povoação das Taipas, acaba de ser completamente destruído.

Carvalheiras de grande porte, que levaram séculos a formar, e que durante a época de Verão protegiam os banhistas contra os ardores do sol, no seu trânsito para o estabelecimento balnear, foram barbaramente arrancadas.

Aqueles ramos frondosos, ó Camilo Castelo Branco, que te deram sombra ao crânio escandecido e paz ao coração inquieto, no momento mais doloroso da tua vida de torturas, já não existem!

Estão se desfazendo em cinza nalguma lareira sertaneja aquelas árvores ancestrais que celebraste nas páginas imorredoiras das “Memórias de Cárcere”!

*

A quem pertence a responsabilidade deste acto de incompreensível vandalismo?

À Câmara ou somente ao vereador do pelouro?

Seja quem for o responsável, não pode semelhante facto deixar de merecer a mais veemente censura.

Destruir árvores seculares, que davam ao local público, em que existiam, uma nota agradável e pitoresca, e serviam de refrigério nos dias calmosos de Verão aos numerosos forasteiros que ali acodem é mais que um disparate, é uma verdadeira selvajaria.

Que crime negregado haviam cometido, que insuportável mal faziam as pobres carvalhas a cuja frescura amiga era tão doce passear nas calmas estivais ?

Acaso deixaram elas cair irreverentes bolotas sobre a cabeça descoberta de algum edil?

Acaso em toca escura de alguma delas se aninhava irrequieto enxame de besouros que ferroasse o pescoço de algum camarista?

Acaso nas suas raízes nodosas tropeçou e caiu desastradamente um membro do nosso ilustre senado?

Acaso impediam elas que algum indiscreto observador presenciasse o que se passava em casa dos vizinhos do outro lado da alameda.

Que crime, que mal faziam elas?

Diga-o a Câmara e enquanto o não disser ninguém poderá deixar ide reprovar semelhante destruição.

O mal está feito, e não é por isso possível voltar atrás.

Mas ao menos tenha a Câmara mais cuidado de hoje para o futuro, não vamos acordar amanhã com o arvoredo dos nossos largos e ruas arrancado à semelhança do das Taipas.

Depois do que a Câmara progressista de 1899 a 1902 praticou nas árvores do jardim do Toural, tudo se pode esperar, neste sentido, de outra Câmara progressista.

Uma árvore é uma vida. E uma velha árvore merece o respeito que devemos a um homem velho.

O crime que a Câmara cometeu cortando as árvores da alameda das Taipas ficará para sempre assinalando a sua gerência como um atentado contra o bom senso e contra o bom gosto, que não pode ter absolvição ou desculpa.


Independente, Guimarães, 26 de Março de 1905


Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 11:06 Sem comentários:
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Etiquetas: árvores, caldeiroa

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não precisamos mesmo de mais parques de estacionamento!

Não precisamos mesmo de mais parques de estacionamento!

No entanto está programada a construção de mais 1 parque, o Parque da Caldeiroa/ Camões, e foi encomendado um estudo para comprovar a viabilidade de construção de um parque de estacionamento subterrâneo entre o largo da República do Brasil, vulgo Campo da Feira, e a alameda de São Dâmaso.

Não à morte do quarteirão Camões-Caldeiroa


Dizem que alguns colaboradores de estabelecimentos comerciais das artérias: Alameda de São Damaso, Toural, Rua de Santo António foram contactados por agentes da Vitrus para "comprarem" um lugar de estacionamemto por €20 mensais, no Parque de Estacionamento que querem construir na Caldeiroa/Camões. Parque esse que ainda não foi construído e que não foi ainda a discussão pública e para o qual não foi feito nenhum estudo de impacto ambiental ou de mobilidade integrada, entre outras demonstrações de despotismo político.
Isto é aviltante e é uma tentativa de justificar o argumento do edil que alega que todos os parques são úteis, e o parque da Caldeiroa/Camões especificamente será " estruturante para o desenvolvimento da cidade".
Como se não fossem suficientes os 2.072 lugares de estacionamento geridos pela Vitrus, empresa da Câmara Municipal de Guimarães, que fiscaliza o estacionamento tanto nos cinco parques públicos cobertos - Parque da Plataforma das Artes, no estádio D. Afonso Henriques, no Mercado Municipal, no Centro Cultural de Vila Flor ( neste o piso -1 está fechado por falta de procura (?), ) e no Largo Condessa da Mumadona, como nas ruas dentro e fora do centro histórico.
Caso queiram saber a taxa real de ocupação dos 5 paques públicos terão que adivinhar porque estes números não foram facultados por exemplo ao jornalista que escreveu um artigo sobre os parques de estacionamento geridos pela Camara no Mais Guimarães de 14 de Março. Das ruas com parcómetros a taxa, segundo a Vitrus, vai de 10% ( sim, viram bem 10%) até 65%.

Quando questiono os meus conterrâneos vimaranenses se precisamos de mais parques de estacionamento, a resposta é invariável e categoricamente "Não" pois alegam que não falta estacionamento a pagar, falta é gratuito. Eu contesto esta asserção, pois também existe muito estacionamento gratuito - Parque da Feira, Campo de São Mamede, Hortas, Multiusos, Estádio D. Afonso Henriques em todas as suas envolventes, desde a Estação de Comboios até à Fraterna, entre outros.

Precisamos de pensar que o bem comum radica-se no bem individual que formula esse bem comum.
19 de Março ( 15h24)

Parque da Feira (gratuito), dia 15 de Março ( 17h35)

Parque do Mercado Municipal, dia 15 de Março
( 17h)

Parque da Feira ( gratuito) dia 16 de Março (18h)

21 Março (15.55)

Alameda Dr. Alfredo Pimenta, dia 16 de Março ( 17h45)
Por Fátima Oliveira, via Facebook em 21 de Março de 2017
(publicado com a autorização da autora)

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 14:27
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Etiquetas: €20, bem publico, capital verde europeia, Guimarães, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões, trânsito, vitrus

terça-feira, 21 de março de 2017

Metamorfose / Laurus nobilis (popularmente loureiro ou louro)

"Mal acabara a sua súplica, quando um pesado torpor invade os seus membros;
Uma delgada cortiça cinge o seu delicado peito;
Os cabelos crescem como folhas, os braços como ramos,
Os seus pés até há pouco tão velozes aderem por raízes preguiçosas;
Em lugar do rosto tem uma copa; apenas a beleza permanece nela."


Ovídio, Metamorfoses, vv. 548-552


Apolo e Dafne
Piero del Pollaiuolo
Óleo sobre madeira, c. 1470-80
The National Gallery

Lenda:
Apolo era o mais belo dos deuses do Olimpo, senhor da Arte, da Música e da Medicina. Ciente da própria beleza e confiante na sua destreza em manejar o arco de prata, matou a terrível serpente Píton, que da sua caverna no Monte Parnaso, assustava todos os habitantes daquela terra.
Conta Ovídio em “As Metamorfoses” que perante a arrogância de Apolo como vencedor de Píton, Cupido decidiu fazer-lhe uma partida. Para lhe mostrar a superioridade das suas flechas, mandou duas, uma de ouro, com o poder de atrair o amor, sobre Apolo, e uma outra de chumbo que afastava o amor sobre a bela ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu.
Ferido por Cupido, o deus foi tomado de amor pela ninfa, esta que sempre recusara os pretendestes, horrorizada tentou escapar-lhe, correndo como se asas tivesse nos delicados pés. Arrastado pela paixão, pela vontade de tocar o ser amado, de beijá-la e dizer-lhe o quanto a amava, Apolo corria como acossado pelas Fúrias.
Desesperada, constatando que o seu perseguidor estava cada vez mais próximo, que as forças começavam a fraquejar, Dafne ao ver o pai entre as árvores pediu-lhe que a salvasse mudando-lhe a forma do corpo para que o impetuoso deus a deixasse em paz. Peneu fez o que a filha pediu...E quando Apolo estava quase a tocar-lhe os cabelos, Dafne sentiu um torpor estranho apoderar-se dos seus membros: o seu corpo revestiu-se de casca, os seus cabelos transformaram-se em folhas, os seus braços mudaram-se em ramos e galhos, os pés cravaram-se na terra, como raízes. Impotente perante a metamorfose da sua amada em arbusto, o loureiro, Apolo abraçou-se aos ramos e beijou ardentemente a casca, declarando:
- Já que não podes ser minha esposa, serás a minha planta preferida e eternamente me acompanharás. Usarei as tuas folhas sempre verdes como coroa e participarás em todos os meus triumfos, consagrando com a tua verdura perfumada as frontes dos heróis.

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 11:50 Sem comentários:
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Carta aberta


Tornámos esta carta aberta a todos os que estejam interessados.
É uma carta em defesa do quarteirão Camões-Caldeiroa, pois para nós não há um bem público senão o que assegura o bem individual de todos nós.

Descarregue a carta aqui.
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 13:24
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Etiquetas: bem publico, capital verde europeia, carta aberta, centro histórico, comunidade, couros, Guimarães, logradouros, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões, património da humanidade, resistência
Local: Guimarães, Portugal

quinta-feira, 9 de março de 2017

Biosfera em Guimarães

Biodiversidade em Guimarães.

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 13:43 Sem comentários:
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Etiquetas: biodiversidade, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões, poluição atmosférica Guimarães

sexta-feira, 3 de março de 2017

Precisamos de mais parques de estacionamento? NÃO.


Este mapa apresenta os parques e as ruas onde é possível estacionar automóveis. Como podemos observar, eles já ocupam uma grande área no centro da nossa cidade. Os €7 Milhões, mais as "naturais" derrapagens orçamentais, deviam ser investidos de forma racional. A construção do parque de estacionamento no miolo do quarteirão Camões-Caldeiroa parece-nos, cada vez mais, um capricho que ainda não conseguimos entender a sua origem. A escola do urbanismo modernista, e neste ponto temos por referência a escola do Porto, acharia esta proposta uma aberração. Contudo, há vários quarteirões ou logradouros da nossa cidade que já foram convertidos em parques de estacionamento. O interior dos quarteirões pertence às pessoas e não aos carros.
Achamos que está na altura de deixarmos de pensar na construção do parque e pensar em investir o dinheiro na verdadeira reabilitação de edifícios para as pessoas. Como exemplo, apontamos a Rua da Caldeiroa que tem muitos edifícios degradados e outros em ruína. Se os €7 Milhões fossem usados na reconstrução dos edifícios para habitação de renda controlada, teríamos mais gente a viver no centro da cidade. Logo, teríamos mais gente a utilizar o espaço público, sem precisar de utilizar com tanta frequência o carro, para fazer compras, por exemplo. E, assim, resistir à gentrificação que se observa em cidades como o Porto e Lisboa.

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 13:12 Sem comentários:
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Etiquetas: caldeiroa, Camões, cidade berço, gentrificação em guimarães, norte de Portugal, património da humanidade, reabilitação urbana, turismo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Determinação do Índice de Qualidade do Ar numa Cidade de Média Dimensão


Porque é que insistem que os parques de estacionamento não são prejudiciais quer do ponto de vista humano, quer do ambiental?

Os principais pontos do acordo de Paris sobre o clima.
O documento aprovado na Conferência do Clima entra em vigor até 2020 e, a cada cinco anos, os países deverão rever as suas contribuições para o combate à mudança climática. Manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC.
A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" e a "continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC" (...) isto implica uma redução drástica das emissões de gases de efeito estufa, com medidas como economia de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento. Como alcançar esse objectivo?
Dos 195 países, 186 anunciaram medidas para suster ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2025/2030.

Quem faz o quê?
Os países industriais "devem estar na linha de frente e estabelecer objectivos de redução das emissões em valores absolutos". Os países em desenvolvimento deverão "continuar a aumentar os esforços" na luta contra o aquecimento global "à luz de sua situação nacional".

Transparência
Todos os países devem registar e divulgar suas actividades para protecção do clima, assim como dados sobre a emissão de gases-estufa.

Dito isto vamos reflectir sobre a poluição urbana devido ao incremento dos níveis de tráfego rodoviário que a construção de mais um parque de estacionamento irá trazer para a cidade de Guimarães, nomeadamente, para o centro, onde já se encontram vários parques.
"A poluição atmosférica urbana tornou-se um dos principais factores de degradação da qualidade de vida das populações. Constitui um problema que tende a agravar-se devido, sobretudo, ao desenvolvimento desequilibrado dos espaços urbanos e ao aumento significativo da mobilidade das populações, com o consequente incremento dos níveis de tráfego rodoviário. (...) Os impactos no meio ambiente devidos aos poluentes atmosféricos urbanos são muito variados. Faz-se uma breve descrição dos impactes causados pelos principais poluentes atmosféricos presentes em meio urbano, identificando-se as suas fontes emissoras. (...)

1.1 Óxidos de Azoto (NOx) (...) Os óxidos de azoto são emitidos para a atmosfera em consequência de processos de combustão a elevada temperatura, tais como os associados aos combustíveis de automóveis, à queima de carvão e fuel.
Impacto na saúde humana: O NOx reage com a amónia humidade do ar, e outros compostos presentes na atmosfera para formar ácido nítrico (...) com grandes impactos na saúde e no ambiente. Os impactos na saúde são, nomeadamente, efeitos na função respiratória e sistema respiratório, danos nos tecidos pulmonares e morte prematura. As partículas de menor diâmetro conseguem penetrar no trato inferior do sistema respiratório e podem causar enfisema e bronquite podendo ainda agravar doenças de coração.
Chuva ácida: Os óxidos de azoto podem reagir com outras substâncias no ar e formar ácidos os quais podem cair na Terra em forma de chuva, nevoeiro ou neve ou ainda através da
deposição seca de partículas. Algumas podem ser transportadas pelo vento através de muitos quilómetros. As chuvas ácidas danificam edifícios, monumentos, podendo também baixar o
pH das correntes de águas superficiais e solo.
Alterações à escala global: Um dos compostos do grupo NOx, o óxido nitroso, é classificado de gás de estufa. Em conjunto com outros gases estufa vai contribuir para o aumento da temperatura à escala do planeta. Esta alteração traz um vasto conjunto de
Impactos nomeadamente o aumento do nível das águas do mar, alteração dos ecossistemas existentes na Terra.

1.2. Monóxido de carbono (CO)
O Monóxido de Carbono é um gás incolor e inodoro que é formado na combustão incompleta de combustíveis fósseis devido normalmente a condições de carência de Oxigénio.
É um poluente emitido para a atmosfera durante a queima de combustível, sendo o automóvel a fonte mais expressiva (...) O Monóxido de Carbono pode causar asfixia uma vez que o seu principal efeito é a redução do aporte de Oxigénio aos vários órgãos do corpo (tal como o coração e o cérebro) e tecidos.
Impacto na saúde humana: O risco proveniente de exposições prolongadas, a concentrações baixas de CO, é elevado para pessoas que sofrem de angina de peito, arteriosclerose, e insuficiência cardíaca. Para pessoas com problemas de coração, exposição a concentrações baixas deste poluente pode provocar dores no tórax e redução de capacidade de exercício. Exposições repetidas podem contribuir para outros problemas do foro cardiovascular. Exposições a elevadas concentrações de CO podem trazer problemas no sistema nervoso central. Pessoas que inalam elevados níveis de CO podem desenvolver problemas do foro visual, redução da capacidade de aprendizagem ou de trabalho, diminuição da destreza manual e dificuldade na execução de tarefas complexas. A exposição a níveis extremamente elevados pode causar a morte.
Alterações à escala global: Um composto que contribui indirectamente para aumentar Alterações à escala global: Um composto que contribui indirectamente para aumentar o efeito de estufa contribuindo para o aumento da temperatura à escala global.(...)

in Determinação do Índice de Qualidade do Ar numa Cidade de Média Dimensão, Lígia T. Silva, José F. G. Mendes, Universidade do Minho, Departamento de Engenharia Civil
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 11:59 Sem comentários:
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Etiquetas: acordo de Paris, automóveis cidade, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões, poluição Guimarães

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ciclovia de Guimarães (futura)


Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 07:14 Sem comentários:
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Etiquetas: ciclovia Guimarães, Não ao parque Camões-Caldeiroa, travessa da Caldeiroa, via pedonal

Ruído nas Ruas Camões e Liberdade

Se for construído o parque de estacionamento para 500 carros no interior do quarteirão Camões/Caldeiroa/Liberdade passarão diariamente nestas ruas 2500 carros que provocarão este ruído.
As contas são as seguintes: se cada lugar de estacionamente for preenchido cinco vezes por dia só temos de multiplicar o número de lugares disponíveis pelo número de vezes que é ocupado.

Logo, 500x5 é igual a 2500 carros por dia.



Nota: a juntar ao ruído devemos adicionar, também, a trepidação e a poluíção do ar.

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 06:05 Sem comentários:
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Etiquetas: parque de estacionamento Caldeiroa-Camões, poluição atmosférica Guimarães, ruído, trepidação

5ª Assembleia Popular na Caldeiroa

Nova convocatória!
A 5ª Assembleia Popular na Caldeiroa vai decorrer no próximo Sábado, dia 18 de Fevereiro de 2017, às 16h00, na Travessa da Caldeiroa (lugar do Olival).
Esta convocatória também se dirige àqueles que acham que não têm muita informação sobre o assunto. As assembleias também servem como meios de informação.





O que é e para que serve uma ASSEMBLEIA POPULAR?

É uma reunião pública e popular, geralmente num local aberto, onde quem o deseja é convidada(o) a exprimir livremente e de forma organizada, a sua opinião assim como ideias sobre uma situação ou questão de interesse geral, ou a tomarem resoluções em comum votando por maioria. Ao contrário de um parlamento ou assembleia estatal, aqui as pessoas participam directamente na resolução de problemas comuns em vez de elegerem “representantes” para o fazer por elas. Se escolherem alguém eleito nestas assembleias para alguma tarefa especial, esse alguém pode ser revogável a qualquer momento por nova assembleia, se não cumpriu, por qualquer razão o que se comprometeu perante o povo.
Tais assembleias funcionam em DEMOCRACIA DIRECTA propondo e votando coisas a fazer.

Como funciona?
1-As pessoas ou grupo organizador preparam uma “mesa” -conjunto de pessoas encarregado de:
a) Apresentar as questões a tratar na assembleia fazendo o possível para que quem participe fale à vez, sem qualquer espécie de censura mas também sem monopolizar a palavra, para que toda a gente possa ter a possibilidade comunicar com toda a assembleia;
b) Tomar nota das pessoas que se inscrevem para falar, dar as suas opiniões, exprimir as suas ideias. Podem ser convidadas outras pessoas presentes para fazer parte da “mesa”;
c) Tomar nota das propostas e resoluções apresentadas, assim como, dos votos dessas mesmas propostas;

2-A ASSEMBLEIA POPULAR é AUTÓNOMA relativamente a:
a) Organizações estatais e patronais;
b) Partidos políticos – embora todas as opiniões possam ser expressas na assembleia;
c) Quaisquer organizações e grupos antipopulares, racistas, xenófobos e seitas religiosas ou grupos económicos capitalistas.

Para que pode servir esta assembleia?
-Para perceber se o gigantesco parque de estacionamento é do interesse dos moradores da cidade;
- Para ganharmos o hábito de falarmos e decidirmos em conjunto o que acharmos mais importante decidir;
- Para avançarmos na organização popular;
- Para decidirmos formas de luta, de protesto e de recusa organizada das decisões antipopulares de governantes, de capitalistas e de políticos profissionais;
- Para recusarmos continuar a pagar a factura dos seus luxos, privilégios, exploração e mentiras;
- Para o mais que acharmos importante.

ORDEM DE TRABALHOS DESTA ASSEMBLEIA POPULAR NA CALDEIROA:
1-Preparação para a discussão pública sobre o processo de planeamento e construção do parque de estacionamento Camões/Caldeiroa;
2-Outros assuntos.

LOCAL, DATA E HORA:
Travessa da Caldeiroa (lugar do Olival), 18 de Fevereiro de 2017, às 16h00
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 00:38 Sem comentários:
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Etiquetas: 5ª assembleia popular na Caldeiroa, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões
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Contexto da criação do blogue

Este blogue foi criado após deliberação na 1ª Assembleia Popular da Caldeirôa para a real protecção do quarteirão Camões-Caldeirôa, em Guimarães.
Esta assembleia popular foi criada espontaneamente e tornou-se ativa após ter sido tornado público o projecto de construção de um parque de estacionamento de 440 lugares que, a ser construído, violará a zona de proteção da área classificada como Património Cultural da Humanidade, destruirá património arqueológico industrial, inviabilizará a zona de Couros de ser classificada, também, como Património Cultural da Humanidade, destruirá uma grande área de solo permeável que é suporte à biodiversidade no centro histórico e expulsará a atividade de produção artística que se iniciou em 2012.

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