Não à morte do quarteirão Camões-Caldeiroa

Este blogue foi criado após deliberação na 1ª Assembleia Popular da Caldeirôa para a real protecção do quarteirão Camões-Caldeirôa, em Guimarães.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

António Amaro das Neves: Notas à margem duma "sessão informativa"

O artigo que se segue foi publicado por António Amaro das Neves no blogue Memórias de Araduca, no dia 23 de Maio de 2017.

Fica aqui a partilha autorizada do seu texto e o convite para seguirem o seu blogue.




A “sessão informativa sobre o projecto de execução do parque de estacionamento adjacente às ruas da Caldeiroa, Liberdade e Camões”, ontem promovida pela Câmara Municipal de Guimarães na Sociedade Martins Sarmento, se foi pouco informativa, foi muito esclarecedora, ao permitir consolidar a ideia de que não há argumentos técnicos, económicos, urbanísticos ou sociais que justifiquem o esbanjamento de dinheiros públicos numa obra que tem tudo para vir a ser um elefante branco de dimensão quase faraónica.

Ainda não consegui perceber a intenção que presidiu à opção pelo modelo adoptado na sessão. Era sabido que havia um pedido de um debate público, que a Câmara teria recusado, para depois avançar com aquela “sessão informativa” que, se não foi um debate público, não se percebe bem o que terá sido.

Quem chegava ao magnífico Salão Nobre da Sociedade, era capaz de pensar que a Câmara terá preferido a posição que lhe seria mais confortável, evitando partilhar a mesa com quem defendesse opiniões contraditórias com as suas. Afinal, essa ilação estava errada. Logo no arranque da sessão se percebeu que na mesa havia quem tivesse opinião contrária ao projecto, tendo-a exprimido com toda a clareza da sua voz. E aquela não era uma voz qualquer: era a voz que nos habituámos a reconhecer, ao longo de várias décadas, como a que falava pelo processo de requalificação que levou o Centro Histórico de Guimarães à classificação como Património Mundial. “Nós, os técnicos, damos pareceres; o executivo decide” — foi uma expressão que me ficou a retinir nos ouvidos. Claro como a água: a decisão de avançar com obra tão desmesurada, quanto desnecessária, não é técnica, é política.

Tenho a dificuldade em perceber o argumento de autoridade repetido e sublinhado, um tanto fora de tom, pelo presidente da Câmara (algo como: quem decide sou eu, porque posso, quero e mando). Por outro lado, não me parece líquida a afirmação de que o projecto em discussão estava legitimado em eleições, uma vez que fazia parte do programa eleitoral com que se submeteu a votos.

Vejamos o que dizia o tal programa, a este propósito:

"Construção do parque de estacionamento da rua de Camões potenciador da qualificação urbanística de um interior de um grande quarteirão localizado no centro da cidade, de apoio aos moradores e à actividade diária da cidade, nomeadamente comércio e serviços;"

Este ponto do programa da candidatura socialista às autárquicas de 2013 replica o que vinha sendo dito, desde 2009, pela equipa que projectou a requalificação do Toural e da Alameda, com base no respectivo Plano de Mobilidade Viária e Transportes Públicos, elaborado pelo Eng. António Babo. Efectivamente, aí se previa a possibilidade de criação de um parque de estacionamento entre a Caldeiroa e Camões, para apoio aos moradores e às actividades de comércio e de serviços da cidade, que serviria de mote para a requalificação do interior degradado daquele quarteirão. Mas, o que então se previa, era um parque de superfície, com capacidade para 120 lugares, como em boa hora recordou o Arq. Ivo Oliveira, professor da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho. Algo completamente diferente da solução agora em discussão.

Do que assisti da sessão de ontem, ficam as perguntas por responder. Onde estão os estudos prévios de mobilidade urbana que fundamentam a necessidade e a adequação deste projecto? Onde estão os números que demonstram a taxa de ocupação dos parques já existentes?

E não basta responder, como se respondeu, que “há muitos estudos”. Se os há, porque não se mostram?

Sou solidário com os moradores da rua de Camões que se queixam da degradação e dos ratos que têm o seu habitat no espaço para onde está projectado o parque de estacionamento. Mas não me parece que se justifique gastar tanto dinheiro para exterminar uns quantos ratos ou tratar dos terrenos deixados ao abandono pelos seus proprietários. Para quem ainda não percebeu a dimensão do que ali se vai enterrar, 8 milhões de euros!, recorda-se que é muito mais do que o que se investiu em todo o processo de requalificação do Toural, da Alameda, do Campo da Feira e da rua de Santo António (6 milhões de euros). Uma barbaridade, especialmente incompreensível num concelho com tantas carências.

Esta é, manifestamente, uma obra que não serve os interesses de Guimarães, nem dos vimaranenses. Se prevalecesse o bom senso, este era o momento em que se parava para estudar melhor e verificar se esta é a solução que melhor serve a cidade. Houve tempos em que era assim que se procedia por cá. Mas, depois do que ouvi ontem, já não tenho a certeza de que ainda haja o bom senso que dantes havia.
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 20:13
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Etiquetas: caldeiroa, faraónica, parque de estacionamento Camões-Caldeiroa, sessão informativa

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Texto sobre O Sol



O Sol Aceita a Pele Para Ficar é uma galeria adjacente a vários ateliers de artistas numa fábrica desactivada, que a curto prazo será possivelmente demolida e substituída por um parque de estacionamento para mais de 500 carros. O Sol Aceita a Pele Para Ficar nasceu do atelier do Max e da Filipa, da poesia do João Almeida, das e dos artistas que nele colaboram e dos amigos que acreditam na produção independente dos artistas.

O nome da galeria O Sol Aceita a Pele Para Ficar é um excerto de um verso do poema A7, do livro O Mal dos Postes de Alta Tensão (2000), do poeta e artista João Almeida. Neste livro, o João imaginou e organizou os seus poemas como instalações, algumas de realidade vivida. Entre as paisagens de “deserto hostil e frio” onde “o vento é boi frio na nuca” e “os velhos têm esporos brancos no pescoço / tubos de policloreto arqueiam o dorso reluzente sob a terra” surge a imagem “o sol aceita a pele para ficar” – metafísica ou talvez ante-física que o autor diz não saber como lhe surgiu. Esta alteração de sentido transforma uma verdade científica numa verdade poética. Na verdade científica, a luz do Sol aceita qualquer matéria para “ficar” apesar de não precisar de matéria para se deslocar. Tal como metáfora ao próprio espaço de exposição.

O Sol Aceita a Pele Para Ficar abriu ao público em Setembro de 2015. É gerida e suportada por Max Fernandes e Filipa Araújo. Já organizaram em conjunto com várias e vários artistas exposições (vide este sítio da internet: http://www.osolaceitaapeleparaficar.com). O aparecimento desta galeria surge por impulso. O interior da fábrica é aberto, espaçoso e luminoso, com luz filtrada por painéis de fibra de vidro e janelas de vidro martelado. Era convidativo organizar exposições em formato de experiência naquele espaço, ao lado dos locais de produção. Organizar e montar uma instalação/exposição ao lado dos ateliers ajuda na montagem, não só porque existe material acumulado e instrumentos de trabalho ali ao lado, mas também porque o atelier é um espaço onde, por norma, há experimentação e pensamento.

Claro que também é atractivo usar um espaço, que é uma fábrica desactivada, para este tipo de actividade. E a atracção surge do cadastro do edifício e das vielas em redor. Ele já terá sido ocupado por muita gente. Operárias e operários, administradores e patrões que mantinham a máquina de produção em actividade. A fábrica foi ocupada durante décadas e encontra-se numa área da cidade que teve como actividade industrial, primeiro de couros, e depois de têxteis. Não é um espaço virgem. É um espaço que foi vivenciado rotineiramente. E é a partir dessa antiga vivência, pública, de certa forma, que o espaço vive actualmente. No entanto, o Sol Aceita a Pele Para Ficar é um espaço do tempo presente, do agora. É um espaço que trabalha no meio da crise actual. Por paradoxo, ele mesmo, através dos artistas envolvidos, tornou-se parte dessa crise. A pressão de um hipotético fim, ao mesmo tempo que a revitalização da ideia de necessidade de existência demonstram esta crise como amadurecimento ao invés da sua destruição.

Na fábrica, desde Setembro de 2012, já trabalharam muitos artistas. Alguns ficaram apenas meses, e outros tentaram construir o seu mundo com o tempo útil de produção e organização. Actualmente, só trabalham lá dois artistas (também habitam o espaço um gato e uma cadela). Todos os outros saíram, faseadamente, pela pressão desta construção do parque.

A resistência, com a criação de grupos de contestação, alimenta-se da intuição de que a expropriação não significa destruição. Há já algum tempo que são organizadas as Assembleias Populares da Caldeiroa e abertos os ateliers e galeria O Sol Aceita a Pele Para Ficar ao exterior. Essa resistência prende-se também por aspectos legais e pragmáticos inerentes à situação: o aluguer do espaço é precário; não existe contrato, por isso, o executivo camarário, promotor desta obra, não reconheceu o trabalho nem os artistas como parte interessada no processo de expropriação. Foi no limiar da tomada de posse administrativa do edifício, a 11 de Abril de 2017, que os artistas, visto que os recibos da renda paga pelo espaço são prova legal do arrendamento, enviaram um fax ao expropriante no qual constava a sua oposição “à tomada de posse administrativa deste edifício, por parte da Câmara Municipal de Guimarães, porque somos inquilinos e não fomos notificados nem ouvidos no processo de expropriação”.

Neste momento, O Sol Aceita a Pele Para Ficar, perante o silêncio ensurdecedor do expropriante, mantem-se activo, pois, há mais duas exposições programadas e agendadas para os próximos meses.

Canto, Ilhas e Cenas, de Margarita del Carmen
20.11 - 20.12.2015
Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 16:15
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Etiquetas: arte, arte na Caldeiroa, caldeiroa, guimaraes, Não ao parque Camões-Caldeiroa, o sol aceita a pele para ficar, parque de estacionamento Caldeiroa-Camões

sábado, 1 de abril de 2017

"Dendrolatria e arboricídio"

O artigo que se segue foi publicado por António  Amaro das Neves no blogue Memórias da Araduca, no dia 31 de Março de 2017.
Fica aqui a partilha autorizada do seu texto e o convite para seguirem o seu blogue dedicado às memórias que pertencem à esfera pública de Guimarães.


Quem me ensinou a palavra dendrólatra (o que tem adoração pelas árvores) foi um dos mais notáveis escritores contemporâneos de língua portuguesa, Rubem Fonseca. Numa das crónicas que compilou no volume “O Romance Morreu”, afirma-se “dendrólatra incorrigível” (o texto tem o título “Desventuras de um dendrólatra”, e pode ser lido seguindo a ligação). Já a palavra arboricida (o que mata árvores), aprendia-a ao folhear velhos jornais vimaranenses, onde eram recorrentes as notícias de arboricídios, perpetrados, umas vezes, por mão incógnita, outras pela Câmara. Nos últimos tempos, tem sido dada notícia de mais um arborícidio que se planeia em Guimarães, fazendo desaparecer uma das últimas manchas verdes situadas no interior de quarteirões edificados, que eram uma das imagens de marca de Guimarães, como se depreende, por exemplo, da planta mais antiga da cidade que conhecemos, que é do século XVI. Fica no miolo entre as ruas de Camões, da Caldeiroa e da Liberdade e a viela que liga as duas últimas, onde o betão se prepara para avançar sobre o arvoredo, para construir um parque de estacionamento king size, cuja necessidade custa a entender numa cidade onde, como já vimos, a oferta de aparcamento automóvel satisfaz a procura e ainda sobra.

(E, entretanto, lá vamos todos, unidos e de mãos dadas, cantando hinos, rumo à Cidade Verde Europeia.)


No passado, os vimaranenses não costumavam ficar calados perante a ameaça ou a consumação de arboricídios, como o demonstra o texto que aqui partilho, que João de Meira escreveu e publicou no jornal Independente em 1905.

Destruição de Arvoredo
Milhares e milhares de anos seguidos acreditou a humanidade que em cada árvore existia uma alma.

Alma vaga, indefinida, nebulosa, alma de vegetal flutuando incerta entre a realidade e o sonho na esbatida penumbra das sensações nascentes, mas alma que — como o colosso de Memnon —sorria e cantava aos primeiros raios do sol, alma que gemia e se lamentava aos golpes do machado e às rajadas do vento; alma forte que chorava em gotas viscosas de resina no pinheiro, alma terna que vertia as lágrimas correntes do látex na figueira bendita!

A alma ardente de Adónis gritava numa araucária de Biblos, a alma doce de Átis sussurrava numa amendoeira em flor.

Xerxes, o grande persa, ornava de colares e pedrarias resplandecentes um plátano favorito; nas florestas da Gália os druidas prosternavam-se ante o carvalho sagrado; e ainda hoje, no deserto, junto de mar Cáspio, onde uma única árvore solitária se encontra no transcurso de muitas léguas, o Tártaro que à sua sombra se acolhe não segue sem lhe deixar suspenso dos ramos o tributo da sua gratidão, um pouco dos seus alimentos, um farrapo de vestido e até, quando outros dons escasseiam, uma mecha de cabelos.

O Egípcio, conta a lenda, voltando a casa vergado sob o peso do trabalho e da tirania do Faraó, tinha na árvore doméstica, no sicómoro ou na acácia, a silenciosa confidente das suas mágoas e terrores.

Mas na Europa, depois da Idade Média, a ideia singularmente falsa e soberanamente orgulhosa de que só o homem sente e pensa foi-se lentamente infiltrando nas consciências, que uma errada compreensão do mundo pervertera.

Para todo o sempre se perdeu o belo panteísmo de Francisco de Assis, que via em cada ser — animal, árvore ou mesmo rocha bruta — um irmão, um filho da mesma divindade que lhe dera vida.

O homem começou erguendo contra a árvore uma ímpia mão destruidora. E nunca mais abraçado com ela, como o índio, lhe pediu perdão do corte necessário e imprescindível, antes entrou a derrubá-la sem precisão nem motivo, para dar que fazer a lenhadores ociosos.

Aquele belo e antigo arvoredo que povoava o principal largo da povoação das Taipas, acaba de ser completamente destruído.

Carvalheiras de grande porte, que levaram séculos a formar, e que durante a época de Verão protegiam os banhistas contra os ardores do sol, no seu trânsito para o estabelecimento balnear, foram barbaramente arrancadas.

Aqueles ramos frondosos, ó Camilo Castelo Branco, que te deram sombra ao crânio escandecido e paz ao coração inquieto, no momento mais doloroso da tua vida de torturas, já não existem!

Estão se desfazendo em cinza nalguma lareira sertaneja aquelas árvores ancestrais que celebraste nas páginas imorredoiras das “Memórias de Cárcere”!

*

A quem pertence a responsabilidade deste acto de incompreensível vandalismo?

À Câmara ou somente ao vereador do pelouro?

Seja quem for o responsável, não pode semelhante facto deixar de merecer a mais veemente censura.

Destruir árvores seculares, que davam ao local público, em que existiam, uma nota agradável e pitoresca, e serviam de refrigério nos dias calmosos de Verão aos numerosos forasteiros que ali acodem é mais que um disparate, é uma verdadeira selvajaria.

Que crime negregado haviam cometido, que insuportável mal faziam as pobres carvalhas a cuja frescura amiga era tão doce passear nas calmas estivais ?

Acaso deixaram elas cair irreverentes bolotas sobre a cabeça descoberta de algum edil?

Acaso em toca escura de alguma delas se aninhava irrequieto enxame de besouros que ferroasse o pescoço de algum camarista?

Acaso nas suas raízes nodosas tropeçou e caiu desastradamente um membro do nosso ilustre senado?

Acaso impediam elas que algum indiscreto observador presenciasse o que se passava em casa dos vizinhos do outro lado da alameda.

Que crime, que mal faziam elas?

Diga-o a Câmara e enquanto o não disser ninguém poderá deixar ide reprovar semelhante destruição.

O mal está feito, e não é por isso possível voltar atrás.

Mas ao menos tenha a Câmara mais cuidado de hoje para o futuro, não vamos acordar amanhã com o arvoredo dos nossos largos e ruas arrancado à semelhança do das Taipas.

Depois do que a Câmara progressista de 1899 a 1902 praticou nas árvores do jardim do Toural, tudo se pode esperar, neste sentido, de outra Câmara progressista.

Uma árvore é uma vida. E uma velha árvore merece o respeito que devemos a um homem velho.

O crime que a Câmara cometeu cortando as árvores da alameda das Taipas ficará para sempre assinalando a sua gerência como um atentado contra o bom senso e contra o bom gosto, que não pode ter absolvição ou desculpa.


Independente, Guimarães, 26 de Março de 1905


Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 11:06 Sem comentários:
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Etiquetas: árvores, caldeiroa

sexta-feira, 3 de março de 2017

Precisamos de mais parques de estacionamento? NÃO.


Este mapa apresenta os parques e as ruas onde é possível estacionar automóveis. Como podemos observar, eles já ocupam uma grande área no centro da nossa cidade. Os €7 Milhões, mais as "naturais" derrapagens orçamentais, deviam ser investidos de forma racional. A construção do parque de estacionamento no miolo do quarteirão Camões-Caldeiroa parece-nos, cada vez mais, um capricho que ainda não conseguimos entender a sua origem. A escola do urbanismo modernista, e neste ponto temos por referência a escola do Porto, acharia esta proposta uma aberração. Contudo, há vários quarteirões ou logradouros da nossa cidade que já foram convertidos em parques de estacionamento. O interior dos quarteirões pertence às pessoas e não aos carros.
Achamos que está na altura de deixarmos de pensar na construção do parque e pensar em investir o dinheiro na verdadeira reabilitação de edifícios para as pessoas. Como exemplo, apontamos a Rua da Caldeiroa que tem muitos edifícios degradados e outros em ruína. Se os €7 Milhões fossem usados na reconstrução dos edifícios para habitação de renda controlada, teríamos mais gente a viver no centro da cidade. Logo, teríamos mais gente a utilizar o espaço público, sem precisar de utilizar com tanta frequência o carro, para fazer compras, por exemplo. E, assim, resistir à gentrificação que se observa em cidades como o Porto e Lisboa.

Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 13:12 Sem comentários:
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Etiquetas: caldeiroa, Camões, cidade berço, gentrificação em guimarães, norte de Portugal, património da humanidade, reabilitação urbana, turismo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Gentrificação em Guimarães

O José e a Maria viveram 35 anos no centro da cidade de Guimarães, neste mesmo sítio que agora abandonam.

As reabilitações urbanas devem servir para fixar pessoas nas cidades e não o contrário. O processo de construção do parque de estacionamento Camões/Caldeiroa está a aumentar a gentrificação em Guimarães.


Publicada por Assembleia Popular da Caldeirôa à(s) 14:09 Sem comentários:
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Etiquetas: abuso de poder, caldeiroa, expulsão, gentrificação em guimarães
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Este blogue foi criado após deliberação na 1ª Assembleia Popular da Caldeirôa para a real protecção do quarteirão Camões-Caldeirôa, em Guimarães.
Esta assembleia popular foi criada espontaneamente e tornou-se ativa após ter sido tornado público o projecto de construção de um parque de estacionamento de 440 lugares que, a ser construído, violará a zona de proteção da área classificada como Património Cultural da Humanidade, destruirá património arqueológico industrial, inviabilizará a zona de Couros de ser classificada, também, como Património Cultural da Humanidade, destruirá uma grande área de solo permeável que é suporte à biodiversidade no centro histórico e expulsará a atividade de produção artística que se iniciou em 2012.

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